sexta-feira, 30 de novembro de 2012




“Não importa o que eu diga
Ou o que eu faça
Isso vai continuar a destruir
E eu já me reergui e construí um jardim
Para quando você voltar
Esperei a aurora, as estrelas e pedi
Pedi para não ficar assim
De tudo que esta aqui...
eu só queria mostrar quem eu sou
O tempo estagnou e não consigo mudar de estação”

Capitú por Capitú
"Ontem eu gritei
O som ecoou nas arvores e não obtive resposta
Por um tempo eu me enganei
Menti para não aceitar o fato de que agora estou sozinha
Essa dor e esta escravidão eu não quero mais
Desaguei neste oceano e agora só faço parte, não
Eu não sou mais..., eu apenas faço parte da imensidão azul
Quanto mais sei ...menos quero saber..."

Capitú por Capitú

domingo, 4 de novembro de 2012

A mulher que passa


Meu Deus, eu quero a mulher que passa. 
Seu dorso frio é um campo de lírios 
Tem sete cores nos seus cabelos 
Sete esperanças na boca fresca! 

Oh! como és linda, mulher que passas 
Que me sacias e suplicias 
Dentro das noites, dentro dos dias! 

Teus sentimentos são poesia 
Teus sofrimentos, melancolia. 
Teus pêlos leves são relva boa 
Fresca e macia. 
Teus belos braços são cisnes mansos 
Longe das vozes da ventania. 

Meu Deus, eu quero a mulher que passa! 

Como te adoro, mulher que passas 
Que vens e passas, que me sacias 
Dentro das noites, dentro dos dias! 
Por que me faltas, se te procuro? 
Por que me odeias quando te juro 
Que te perdia se me encontravas 
E me encontrava se te perdias? 

Por que não voltas, mulher que passas? 
Por que não enches a minha vida? 
Por que não voltas, mulher querida 
Sempre perdida, nunca encontrada? 
Por que não voltas à minha vida? 
Para o que sofro não ser desgraça? 

Meu Deus, eu quero a mulher que passa! 
Eu quero-a agora, sem mais demora 
A minha amada mulher que passa! 

No santo nome do teu martírio 
Do teu martírio que nunca cessa 
Meu Deus, eu quero, quero depressa 
A minha amada mulher que passa! 

Que fica e passa, que pacifica 
Que é tanto pura como devassa 
Que bóia leve como a cortiça 
E tem raízes como a fumaça.

Vinicius de Moraes

sexta-feira, 2 de novembro de 2012



De dia e de noite 
Você veio e se foi 
Tão de repente...tão solenemente 
De todas as barreiras... mesmo assim você entrou 
Deixou seus passos no meu espaço 
Forte como uma tempestade 
Sutil como o vento 
Deixou cores nas minhas flores... 
Eu quero viver de novo esta estação. 

Capitú por Capitú