sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A PINTURA







Nós estamos jogando tudo fora,
Tudo o que chegamos a construir e sozinhos mesmo estando juntos
Tudo que se encaixava, completava, falava
No silencio que consome o que costumavamos conversar
Jovem de mais para tantas coisas sérias
A vida não pode ser levada tão a sério
Mas estou com problemas nesse porto seguro
Esta ficando desconfortável observar esses navios
Eu que achei que não precisava me apoiar em nada
descobrir que preciso de algo que me traga de volta
porque não tenho mais assuntos ou coisas espetaculares,
E talvez eu fique procurando no fundo algo para me agarrar
Para que eu
me sinta melhor com tudo isso
Se aos poucos eu deixo um pedaço de mim para tudo dar certo
Você é uma bela pintura na parede de um museu
Essa mania de querer ter aquilo que pode não te pertence
Feito para se admirar não para ter
E eu misturei suas cores, eu borrei sua linha
Eu preciso me reconstruir e acreditar, te colocar na parede certa
e te observar de longe, onde é mais seguro
Para não te perder de vista.

Capitú por Capitú

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

RASCUNHO



Nestas palavras doces como veludo encobrindo toda a luxuria
Que faz parte de nós, o jeito como toca na taça, o vinho fica mais saboroso
Porque talvez não seja sorte e me viciei nesse azar 
nesse jeito que nada explica, evolvente como uma dança
tudo o que você faz me lembra a mim mesma
como pode? tudo pode ser tão interessante no segundo em que você fala.
E a vida é uma aventura e ela pode ter a coragem de dizer "não quero"
e se jogar e jogar de novo naquilo que ela não sabe e não faz sentido
Porque nada tem graça se não estiver envolvido nos seus dedos
nos seus lábios, tão proibidos de tocar, de beijar
E ascende de novo e de novo sem motivo ou explicação
Este tal sinal de inteligencia e diplomacia de ser camaleoa
como se estivese a espreita de sua pobre presa, como pode,
e talvez estas contrações ventriculares sejam muito prematuras 
para despertar algum intersere em tudo isso
o segredo esta nas taças, cada gole, uma historia, um verbo, um sujeito
um nome, mas nada é certo. Mas este jogo eu já jogo a um tempo
quando deixou de ser tão interessante para virar maneira de se viver.
Neste universo paralelo, nós jogamos alto sem arrependimento, vontades expostas, sem cartas na manga, um baralho limpo, é uma dança que os passos ja sei de cor, só
não consigo entender, o que ainda me atrai, mas jogo seu jogo tão bem
Goto de joga-lo, esta escrito nos seus olhos de capitú, que há tanta bagagem em suas coisas,
que não estamos esperando por  finais felizes, mas nos revolucionarmos sempre uma vez mais, 
me vi em seus olhos, e tudo ficou perigoso de novo, meias palavras, um segredo a mais...
Capitú por Capitú

domingo, 15 de maio de 2016

Agora eu sei




Para todas as fomas de amor e de amar,
as que deixam marcas invisíveis e visíveis.
Que metamorfose passamos a cada sonho deixado para trás.
Que essas camadas não sejam grosas, que possam perfura-las.
E a saudade que escorre destes olhos grandes seja saudável a alma,
algo de mim ficou em um momento que não acho
mas não esta completo agora.
O poeta não é poeta se não sofrer,
a inspiração esta no sorriso e nas lagrimas que te dei. 
Sentir é doe e saber que foi verdadeiro.
O que eu sou nesse espaço tempo no momento agora
esta calmaria pertence a mim mas meus trovoes e minha ondas fortes
batem neste porto, atraio o dificil e desafio-me. 
Desafie-se, se ame, machuque permita-se machucar
Sinta-se vivo, no fim a dor vira poesia.

Capitú por Capitú

domingo, 24 de janeiro de 2016

Antiga e erronia fé





Aquele segredo em seu peito que será eterno
apenas nas minhas mais doces lembranças que é onde tudo 
encontra um sentido mais bonito do que estas pobres palavras podem lhe dar.
Se houvese um jeito iria mandar-lhe todos os poemas do mundo
pois em algum estaria registrado o que eu sinto e sei que você leria.
Me diria que não é platônico, e que esta sentado naquela mesa
de nosso velho bar ouvido o jazz e tomando o de sempre.
E as estrelas continuam anunciando a noite para pessoas como nós
ousadas, corajosas, bêbadas, despudoradas e felizes. 
Que bebemos nossas noites e cuspimos gargalhadas, que não eramos um casal
eramos apenas bons amigos se nossos corações não tivessem nos traído.
Queríamos por na ponta do lápis ou inventar alguma van filosofia para
justificar toda aquela loucura e assim sem matemática
achar uma formula que a fizesse durar para sempre.
Fomos eternos dentro daquelas noites, fomos eternos naqueles lugares.
Há tempos não vou aquele bar, revive algo em mim que não sei controlar então me pego
escrevendo uma canção ridícula sobre o quão se pode ser feliz
sem se ter nada apenas a insana vontade de viver uma paixão.

Capitú por Capitú