Nestas palavras doces como veludo encobrindo toda a luxuria
Que faz parte de nós, o jeito como toca na taça, o vinho fica mais saboroso
Porque talvez não seja sorte e me viciei nesse azar
nesse jeito que nada explica, evolvente como uma dança
tudo o que você faz me lembra a mim mesma
como pode? tudo pode ser tão interessante no segundo em que você fala.
E a vida é uma aventura e ela pode ter a coragem de dizer "não quero"
e se jogar e jogar de novo naquilo que ela não sabe e não faz sentido
Porque nada tem graça se não estiver envolvido nos seus dedos
nos seus lábios, tão proibidos de tocar, de beijar
E ascende de novo e de novo sem motivo ou explicação
Este tal sinal de inteligencia e diplomacia de ser camaleoa
como se estivese a espreita de sua pobre presa, como pode,
e talvez estas contrações ventriculares sejam muito prematuras
para despertar algum intersere em tudo isso
o segredo esta nas taças, cada gole, uma historia, um verbo, um sujeito
um nome, mas nada é certo. Mas este jogo eu já jogo a um tempo
quando deixou de ser tão interessante para virar maneira de se viver.
Neste universo paralelo, nós jogamos alto sem arrependimento, vontades expostas, sem cartas na manga, um baralho limpo, é uma dança que os passos ja sei de cor, só
não consigo entender, o que ainda me atrai, mas jogo seu jogo tão bem
Goto de joga-lo, esta escrito nos seus olhos de capitú, que há tanta bagagem em suas coisas,
que não estamos esperando por finais felizes, mas nos revolucionarmos sempre uma vez mais,
me vi em seus olhos, e tudo ficou perigoso de novo, meias palavras, um segredo a mais...
Capitú por Capitú
Capitú por Capitú

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